Lá vem aquela menina
Vestida de bailarina
Da minha mente faz palco
Para os seus sonhos de dançarina
Sem nenhuma disciplina
Chega quando bem quer
Quebra toda a minha rotina
E o que é prioridade, termina
Tão novinha e tão ladina
Nos meus versos faz faxina
Às vezes, muita purpurina
Outras, mata a heroína
Do baú, muita naftalina
Em tudo seu nariz opina
na dor, potente morfina
na raiva, estricnina
na alegria, colorida serpentina
Mas como não deixar entrar
Esta inspiração pequenina
Que mexe e vira me azucrina?
Impossível, sua presença me ilumina
Ela é pura adrenalina
Acolhê-la é minha sina
(Wania)

