terça-feira, 8 de março de 2011
Todo o dia...
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
[Re]velando-se...
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Entendendo as marés...
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Pimenta-Rosa...
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Mulher de pescador...
Parte o barco
Parte-se coração
[Ela o conhece tanto quanto o mar]
*É urgente o amor
É urgente um barco no mar.
Dos grãos de areia,
Rosários de proteção
Das conchas,
Vento não tem tradução
Seu corpo,
Um cais deixado em vão
*Assim é o amor: mortal e navegável.
Ele sempre volta
[ela o conhece tanto quanto o mar]
De dentro puxa pesada corda
Descansa a rede na areia
Não tira peixes, nem sonhos
Só uma faca, sem fio, prateia
*— eu sei que são as mãos de um homem,
trêmulas barcaças onde a água,
a tristeza e as quatro estações
penetram, indiferentemente.
Falseia esperança
Então, ela se faz sereia
[ela o conhece tanto quanto o mar]
Canta o silêncio para lhe encantar
E o desejo o desnorteia
*Música, levai-me:
Onde estão as barcas?
Onde são as ilhas?
Ela solta-lhe as amarras
Arrasta-lhe
Em mergulho profundo
Afoga sem medo, seus medos
E dos beijos, arranca os segredos
[ela o conhece tanto quanto o mar]
*Despe-te
não há outro caminho.
Suas águas,
Plâncton fecundo
Lá, ele ancora seu mundo
e só depois, dorme um sono profundo
(Wania)
(*) as partes do texto em itálico
são excertos da poesia de Eugénio de Andrade





