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Uma papoula
dançando nas mãos do vento
Um fado que
não embarcou na carruagem do tempo
Como dói o
espinho do encantamento
(Wania)
A morte tem cheiro...
De tanto cruzar com ela nos corredores
eu o reconheço de longe
A morte quando passa
deixa todas as portas batendo
Deixa a torneira pingando
Não recolhe os cacos de vidro
dos copos quebrados pelo chão
Cega as facas
e põe fio em todas as colheres
Come os restos
e limpa a boca no pano de prato
Revira todos os armários
procurando o que já sabe onde está
Toma o copo de veneno
em cima do piano
(Wania)