domingo, 4 de abril de 2010

Na coxia...




Em dias de chuva

Quando desce a cortina de cristal

Não vejo nada do lado de fora...

Só, me vejo


(Wania)



E na platéia...


“Wania vê-se na vidraça
E vendo-se é como se visse
O sorriso do gato de Alice”

Obrigada, Fred! [nas horas e horas e meias]




“dias de chuva
: fecundos lá fora.
fecundos cá dentro...”

Valeu, Talita [História da minha alma]




“E diante da janela, cortina aberta
Sensações de vento e horizonte vermelho
Sonhos por entre as cobertas
E vontades antigas na pele arrepiada”

Obrigada, Lunna! [Teorias Impossíveis]




“A janela a que se olha fora
Mira o que se faz de dentro
Nesse faz, se perde a hora
E se é porta d'alma, adentro”

Obrigada, Francisco [The Lair of Seth-Hades]




“Vendo-se nos reflexos da cortina bendita
Ou por entrar na própria alma,
enxergue-se como te vejo
Mulher de beleza infinita.”

Obrigada, Rossana [Batom e poesias]



Adoro dividir o palco com vocês!



sábado, 3 de abril de 2010

Chocolate Amargo...



Ele sabe ser doce quando quer

Derrete as palavras

antes de colocá-las na minha boca

Com seu olhar açucarado, me liquefaz

e sitiada na sua cremosidade envolvente

sou arrastada, em turbilhão, ao fundo

Me afundo!


...Mas basta uma lágrima derrubada na mistura

E desfaz-se o efeito

Solidifica-se imperfeito

do mais amargo jeito!


(Wania)